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No âmbito do projeto Erasmus+ “Local Voices to European Colours”, realizou-se uma atividade de disseminação que reuniu alunos, encarregados de educação, familiares, professores, representantes de instituições locais e antigos alunos, num momento de partilha, valorização do património e celebração da identidade cultural.
Ao longo da sessão, os alunos, Ana Morais (12ºB), Duarte Castro (10ºB), Gonçalo Gonçalves (10ºE), Lara Rodrigues (10ºD), Luana Lopes (10ºE), Leonor Ribeiro (10ºB), Maria João Pinto (10ºC) e Rui Veiga (12ºB), apresentaram o trabalho desenvolvido durante o projeto, dando a conhecer os documentários produzidos sobre lendas e tradições locais, bem como as entrevistas realizadas a diversos elementos da comunidade educativa e da comunidade envolvente. Estes testemunhos permitiram preservar memórias, histórias e saberes que constituem uma parte importante da identidade local, reforçando a ligação entre gerações.
A iniciativa foi igualmente marcada por momentos de música e dança tradicional que evidenciaram a riqueza das manifestações culturais da região. Um dos pontos altos do evento foi a dramatização do livro “A avó não viveu na Idade Média… ou viveu? – Um passeio divertido pela Rota do Românico”, uma obra criada pelos próprios alunos e apresentada no âmbito do Concurso Escolar da Rota do Românico, subordinado ao tema “A Sociedade na Idade Média”. Esta criação refletiu a criatividade, o espírito colaborativo e o interesse dos jovens pela valorização do património histórico e cultural.
Durante a sessão, foi também partilhada a experiência vivida pelos participantes na mobilidade Erasmus+ realizada entre 19 e 25 de abril em Atenas, onde tiveram oportunidade de contactar com uma escola parceira com quem trabalharam a mesma temática. O intercâmbio com esta escola e com outras de Espanha e Chipre, ao longo do ano letivo através da plataforma eTwinning, permitiu aprofundar o conhecimento mútuo sobre mitos, tradições e cultura locais, trocar metodologias de trabalho e descobrir semelhanças e diferenças os países envolvidos, fortalecendo o sentimento de cidadania europeia e de pertença a um património cultural comum.
Esta atividade constituiu um momento privilegiado de divulgação dos resultados do projeto, demonstrando que as vozes locais podem ganhar dimensão europeia quando são partilhadas, valorizadas e colocadas em diálogo com outras culturas. O entusiasmo e a participação de toda a comunidade confirmaram o sucesso da iniciativa e reforçaram a importância de continuar a promover projetos que unem escola, património e cooperação internacional.
"Local Voices to European Colours: O eco da nossa cultura no berço da democracia"
Oito alunos. Duas professoras. Sete dias que valem por anos.
Sabem aquela sensação de que o mundo é pequeno demais para os nossos sonhos? Foi exatamente isso que sentimos. Entre 19 e 25 de abril, o projeto Erasmus+ “Local Voices to European Colours” ganhou vida nas ruas de Atenas.
Concebido por nós, alunos, este projeto levou-nos à capital grega acompanhados pelas professoras Isabel Gonçalves e Sandra Silva, com a missão de mostrar que as nossas raízes locais nos dão o chão para descobrir o mundo.
Antes mesmo de partirmos, já a viagem tinha começado. Dinamizámos atividades preparatórias, em conjunto com os membros do projeto dos vários países e no nosso contexto local. E o trabalho começou em casa, a "escavar" as nossas raízes. Na nossa escola e na nossa comunidade, recolhemos memórias, tradições e vozes. Falámos com instituições, associações culturais, familiares de diferentes gerações, alunos, professores e funcionários. Fomos juntando pedaços, vivências, experiências. Construímos um documentário, mas, mais do que isso, construímos um retrato vivo e um olhar novo sobre a nossa própria cultura. E foi tudo isso que levámos connosco.
Em Atenas, fomos acolhidos pela escola 8th Gymnasium of Chalandri e partilhámos muito mais do que trabalhos, partilhámos quem somos. Entre aulas colaborativas e dinâmicas de grupo, houve tempo para a celebração: momentos gastronómicos, danças e músicas tradicionais estreitaram laços entre Portugal e a Grécia. Até nos atrevemos a dançar a “Carrasquinha”, uma dança do nosso folclore, em passos que talvez tenham feito os deuses do Olimpo corar (pela nossa energia ou, quem sabe, por alguma falta de jeito!). Os colegas gregos juntaram-se a nós, assim como participámos também nas suas danças tradicionais.
A “interdisciplinaridade” saiu dos livros para a rua. Houve espaço para descobrir o património da cidade, com visitas a locais emblemáticos como a Acrópole, o Parténon, a Ágora Antiga, o Estádio Panatenaico, os museus e o Observatório Nacional de Atenas, entre outros. No âmbito de uma visita de estudo com a escola anfitriã, conhecemos também a ilha de Aegina, famosa pela produção de pistácios e pelas suas pitorescas ruas históricas.
Das pedras milenares da Acrópole ao céu do Observatório, cada passo foi uma lição de cidadania. Trabalhámos em conjunto, cruzámos perspetivas e, quase sem dar por isso, crescemos, não só academicamente, mas também enquanto pessoas mais abertas ao outro. Percebemos que ser europeu é também isto: partilhar diferenças, encontrar semelhanças e construir pontes. Que o conhecimento não vive separado, que tudo se liga, que não se guarda em gavetas - vive-se em cada esquina, em cada conversa e até em cada petisco típico.
E houve um momento que dificilmente esqueceremos. Longe de casa, mas com a liberdade na voz, cantámos “Grândola, Vila Morena”, assinalando o 25 de Abril. Foi simples, mas foi nosso.
As páginas do nosso Diário de Aprendizagem são o espelho deste percurso. Aqui, entre linhas escritas muitas vezes ao final do dia, moram os nossos pensamentos, as nossas vivências e o registo do que os olhos viram e o coração sentiu. E agora o convite é simples: espreitem-no e descubram este caminho por dentro. Diário de Aprendizagem
As malas voltaram a rebentar pelas costuras, metade memórias, metade pistácios de Aegina, mas nós regressámos mais leves, com novos horizontes no olhar. A escola continua no mesmo sítio, mas nós não: a nossa sala de aula... essa nunca mais voltará a ter paredes. Regressámos com muito mais mundo na cabeça, laços para a vida e o orgulho de uma voz local que se abriu à Europa e cresceu com ela.
Vozes desta partilha:
Ana Morais, Duarte Castro, Gonçalo Gonçalves, Lara Rodrigues, Leonor Ribeiro, Luana Leal, Maria João Pinto e Rui Veiga.

 

 

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